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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Terras Sombrias Cap. 2 - Crepúsculo Lacrimal (Post V)

Montante sorriu e disse: - Agora, Flecha adivinhe quem ela é. Você também Farid. Se vocês acertarem, eu pago esta rodada e as outras cinco próximas... Esta é uma noite para ser celebrada!
Feliz por poder tirar seu pensamento da história sinistra de Dante, a elfa olhou para a garota sorridente. Cabelos vermelhos encaracolados a volta do rosto, cobriam parte dos seus olhos verdes e havia algumas sardas espalhadas por seu nariz e bochechas. Embora sua fisionomia não lhe parecesse estranha, a elfa não reconhecera a bela moça.
- Eu desisto! Para nos elfos, os humanos parecem mudar tão rapidamente que a gente se perde. Eu tenho 102 anos, e para você não pareço ter mais de trinta. E para mim, esses cem anos parecem trinta. Esta jovem devia ser uma garota quando nos partimos.
- Eu tinha catorze. Disse a garota colocando a bandeja na mesa.
- Montante costumava dizer que eu era tão feia que meu pai teria que pagar alguém para se casar comigo. Complementou a garota sorrindo, enquanto distribuía uma á uma, as canecas a mesa com a extrema perícia de quem já fizera aquilo por inúmeras vezes.
- Mirlla! Gritou Farid, batendo o punho a mesa.
- Você paga, seu grande idiota. Tagarelou o anão.
- Não é justo, ela te deu uma dica! Reclamou o gigante sorrindo.
- Bem, os anos provaram que ele estava errado, viajei por vários lugares e confesso, você é uma das garotas mais belas que já vi. Disse Flecha, sedutoramente.
Mirlla enrubesceu envaidecida. Depois sua face ficou seria...
- A propósito, Flecha, isto chegou para você hoje. Em circunstâncias estranhas...
Flecha franziu a testa e pegou o objeto. Era uma pequena caixa para pergaminho feita de uma madeira negra altamente polida. A elfa removeu vagarosamente um pequeno pedaço de pergaminho e o desenrolou. Seu coração batia, aceleradamente quando ela reconheceu a caligrafia tremula e grossa.
- É de Misty! Disse a elfa finalmente, sabendo que sua voz havia soado tensa e não natural como de costume. Dificilmente se via a elfa perder a linha.
- E o que ela diz? Perguntou o anão, colocando sua caneca de vinho a mesa.
- Ela não vem! Afirmou Flecha em um tom sóbrio, enquanto olhava para seus amigos.
Houve um momento de silêncio, em que cada um dos presentes remeteu-se ao passado e por alguns segundos tudo que viveram juntos, passou diante seus olhos.
- Acabou-se! O círculo foi rompido, o juramento quebrado. Isso é má sorte... Pelos deuses, juro que isto é má sorte. Afirmou Farid balançando a cabeça, enquanto derrubava sua caneca de vinho pela mesa, atraindo atenção de todos ao seu redor.
- Que os deuses dos sortilégios tenham piedade de nos! Completou Garth “Mãos ligeiras”, segurando firmemente um de seus incontáveis patuás. Um colar perolado, ungido em um óleo feito de ervas silvestres aromáticas.
- Não se deixem impressionar pelas circunstâncias, meus bravos amigos. Seja o que for que o destino nos tenha reservado, ainda a tempo para ser mudado. Afirmou Dante lugubremente, fechando seus olhos e permitindo a seus companheiros vislumbrarem apenas a escuridão. No entanto, seus olhos cerrados não foram capazes de conter uma única lágrima que escorrera furtivamente por seu rosto metálico se estatelando ao chão.
Novamente o ar se tornou pesado... E baderna que ecoava pelo Barril de Cedro, não se era mais ouvida. Como se aquela mesa estivesse bloqueada por uma barreira mística.
Subitamente, tudo a volta dos guerreiros se estagnou, tornando o tempo inerte a partir daquele instante. Em seguida, ao passo de uma fração de segundos, todos dentro da estalagem permaneceram empedernidos, exceto Dante, Montante, Farid, Flecha, Garth e Mirlla. A partir daquele momento, a profecia se cumpria e o mago sabia exatamente o que isto significava... Suas vidas estavam prestes a desfalecerem. E este era o sinal de que seu mentor tanto lhe falava... Ali se iniciara o inevitável principio do fim. 
Continua...      

Xandria - India - Black and Silver

Terras Sombrias Cap. 2 - Crepúsculo Lacrimal (Post IV)

Havia um leve toque de sarcasmo na voz gentil de Dante. A elfa mordeu os lábios para não falar nada. Dante não tinha tido nunca, em sua vida inteira, nenhum “caro amigo”.- Eu tinha sido escolhido por Erik-Zalian, o líder da minha ordem, para fazer o teste.
Dante continuou...
- O teste? Flecha repetiu surpresa.
- Mas você era muito jovem. Tinha o quê? Quinze anos? O teste é dado apenas para os magos que já estudaram há muitos anos... Contestou a elfa.
- Você pode imaginar o meu orgulho. Dante disse friamente, irritado pela interrupção.
- Meu irmão e eu viajamos para o lugar secreto, as lendárias Ruínas de Dragull. Foi lá que eu passei no teste. E lá, eu quase morri! A voz do mago quase sumiu.
A garganta de Montante se apertou obviamente tomado por uma emoção forte.
- Foi terrível! O homenzarrão falou, a voz tremula.
- Eu o encontrei morrendo naquele lugar horrível, o sangue escorria de seu corpo! Tudo a sua volta estava destruído. Eu o levantei e...
- Chega meu irmão! A voz suave de Dante estalou como um chicote.
Montante se encolheu. Flecha viu os olhos dourados do mago se apertar e suas mãos finas se juntarem. Montante ficou calado e engoliu o seu vinho, olhando nervosamente para o irmão. Havia claramente uma tensão no ar... Dante respirou fundo e continuou.
- Quando acordei, a minha pele tinha se tornado desta cor, uma marca do meu sofrimento. Meu corpo e minha saúde estão irrecuperavelmente destruídos. E meus olhos... Eu vejo através de pupilas em forma de ampulheta e, portanto, eu vejo o tempo... Percebo como ele afeta todas as coisas vivas e inanimadas. Mesmo agora, enquanto olho para você, Flecha. Eu vejo você morrendo aos poucos e muitos que aqui se encontram. Sussurrou o mago, segurando o braço da elfa.
A arqueira estremeceu ao sentir o toque frio da mão fina de Dante e começou a retirar seu braço lentamente. Entretanto, a mão do mago continuava imóvel.
O mago se inclinou para frente, seus olhos brilhavam fervorosamente, enquanto ele continuava a falar em um tom sombrio.
- Mas agora eu tenho poder! Erik-Zalian me disse que chegaria o dia em que minha força moldaria o mundo... Pois eu detenho este poder e ele provem do cajado de Dragus. Afirmou o mago apontando para o seu lado.
Flecha viu um cajado apoiado contra o tronco da árvore a uma pequena distância da mão de Dante. Era um cajado simples de madeira. Onde uma bola de cristal transparente ornava cintilantemente, presa em uma garra dourada, talhada de modo a parecer à garra de um dragão vermelho, oriundo das Ruínas de Drakhar.
- E valeu à pena? Perguntou Flecha baixinho.
Dante fixou seus olhos nela, depois seus lábios se abriram numa caricatura de sorriso. Ele tirou sua mão vagarosamente do braço de Flecha colocando-as dentro das mangas de seu manto, assumindo uma postura de resguardo.
- É claro que sim, não esta evidente? Sibilou o mago.
- Poder, como vocês bem sabem é o que eu venho buscando há muito tempo... E ainda busco, pois continuo acreditando, que esta seja a única forma de evoluirmos.
Dante reclinou seu corpo para trás e sua pequena silhueta se misturou no escuro da sombra, até tudo que Flecha era capaz de ver eram seus olhos dourados, reluzindo a luz do fogo, que a essa altura erguia-se em trepidantes labaredas incandescentes.
- Vinho! Bradou Farid, limpando a garganta e lambendo os lábios como se ele fosse tirar um gosto ruim da boca.
- Onde esta o leprechal? Eu acho que ele roubou a atendente... Ironizou o anão.
- Aqui estamos nos! Gritou a voz alegre de Garth.
Uma ruiva alta e jovem apareceu detrás dele, carregando uma bandeja com canecas.
Continua...
Xandria - India - Black and Silver

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Terras Sombrias Cap. 2 - Crepúsculo Lacrimal (Post III)

- O que ouve com seu rosto? Como conseguiu essa imensa cicatriz de batalha?- Se esta se referindo a este arranhãozinho, digamos que eu tenha metido à cara onde não devia. Desconversou o gigante, acerca de seu notório ferimento, que começara em sua testa e terminara na ponta de seu queixo, percorrendo a extensão de sua face direita.
- E quanto a Dante? Não me diga que ele não esta com você? Perguntou a elfa mudando de assunto, visto que os irmãos nunca estavam longe um do outro.
- Ali. Montante mostrou com um aceno a outra extremidade da mesa.
- Não admiro que não o reconheça, ele esta mudado. Avisou o guerreiro franzindo a testa, de um modo acentuado, fazendo com que seus olhos esbugalhassem.
A elfa olhou para a cabeceira da mesa, onde viu uma figura pequena sentada, encolhida dentro de um manto vermelho. Sua silhueta tinha um capuz que lhe cobriu o rosto.
Flecha sentiu uma repentina relutância em falar com o jovem mago sozinha, mas Garth tinha se levantado para procurar uma bebida e Farid estava sendo levantado do chão por Montante. A elfa moveu-se em direção ao fim da mesa.
- Dante? Ela disse, sentindo uma estranha sensação de apreensão.
A silhueta envolvida pelo manto levantou os olhos...
- Quanto tempo não ouço essa doce voz! Sussurrou o homem enquanto tirava vagarosamente o capuz da cabeça.
A elfa engoliu o ar a seco e deu um passo para trás, olhando aterrorizada. O rosto que olhou para ela de dentro das sombras, era um rosto saído de um pesadelo.
- Mudado, Montante tinha dito! Flecha tremia...
“Mudado”, não era a palavra. A pele branca do mago tinha ganhado um tom prateado. Ela brilhava na luz do fogo que climatizava o local, com uma aparência levemente metálica, como fosse uma mascara horrenda. A carne do rosto tinha derretido, deixando os ossos da face delineados em sombras assustadoras. Os lábios estavam esticados transformados em uma linha reta e escura. Mas eram os olhos que prendiam a atenção da elfa. Pois eles não eram mais os olhos de qualquer ser humano vivo que Flecha já estivesse visto. As pupilas negras tinham agora um formato de ampulheta e as íris, que Flecha lembrava serem azuis, tinham agora um brilho dourado.
- Percebo que minha aparência te choca! Murmurou Dante.
Havia uma leve sugestão de sorriso em seus lábios finos. Sentada de frente para o jovem, Flecha respirou fundo, tentando aparentar calma e falou:
- Em nome dos verdadeiros deuses, Dante...
Farid desabou num assento perto da elfa.
- Hoje eu fui levantado ao ar mais vezes do que quando nasci! Disse o anão enquanto arregalava os olhos e acariciava a sua barba.
- Que demônio tomou conta de si? Você foi amaldiçoado? Perguntou Farid num arquejo, olhando para Dante, que permanecia inabalável.
Montante sentou-se ao lado de seu irmão. Ele pegou sua caneca de vinho e olhou para Dante, deu um belo gole em sua bebida e perguntou em voz baixa:
- Então, você vai contar para eles?
- Sim! Disse Dante, fazendo as palavras saírem num chiado que fez Flecha estremecer.
O jovem falou num tom baixo e sibilante, um pouco mais alto que um sussurro como se aquilo fosse o máximo que ele podia fazer para a voz sair de seu corpo. Suas mãos longas e nervosas, que tinham a mesma cor prateada de seu rosto, brincavam distraidamente com o resto de comida que havia no prato a sua frente.
- Vocês se lembram quando nos partimos dez anos atrás? Dante começou.
- Meu irmão e eu tínhamos planejado uma viagem tão secreta que não podiamos nem contar para vocês onde nos estávamos indo, meus caros amigos.
Continua...
Naruto OST - 08 Sadness and Sorrow

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Terras Sombrias Cap. 2 - Crepúsculo Lacrimal (Post II)

- Talvez nossos amigos saibam. Disse Farid euforicamente. - Se eles estiverem aqui, muita coisa pode ter acontecido em dez anos. Retrucou Garth.
- Eles estarão aqui, se estiverem vivos! Disse Farid num tom mais baixo.
- Foi um juramento sagrado o que nos fizemos, nos encontrarmos novamente depois que dez anos tivessem se passado para contar o que tivéssemos descoberto sobre o mal que estava se espalhando pelo mundo. E pensar que nos viríamos para casa e encontraríamos o mal na soleira de nossa porta! Desabafou o anão.
- Psiu! Quieto! Repreendeu Flecha, enquanto vários transeuntes olhavam alarmados pelas palavras do anão descuidado.
- Melhor não falar sobre isso aqui. Aconselhou a elfa balançando a cabeça.
Ao chegar ao topo da escada, Garth abriu completamente a porta da hospedaria.
Uma onda de luz, ruídos, calor e o cheiro familiar de um belo javali recheado de batatas, impregnaram o ar, atingindo-os em cheio. Garth, examinando a multidão com seus olhos rápidos de leprechal, deu um grito e apontou para o outro lado do salão.
- Ali! Só pode ser ele...
A luz do fogo reluzia no elmo de um dragão alado, brilhante de tão polido.
- Quem é? Perguntou Farid forçando a vista para enxergar.
- Montante. Respondeu-lhe Flecha sorridente.
- Então, Dante estará aqui... Disse o anão, com certo desinteresse na voz.
O leprechal já estava se enfiando no meio daquele monte de gente, seu corpo pequeno e flexível quase despercebido pelas pessoas por quem ele já tinha passado. Flecha torcia fervorosamente para que o gnomo não estivesse “adquirindo” nenhum objeto dos clientes da hospedaria. Não que ele roubasse coisas, Garth teria ficado profundamente magoado se alguém lhe acusasse de roubo. O fato é que o leprechal sentiu uma curiosidade insaciável, de modo que, vários objetos interessantes que pertenciam a outras pessoas descobriam um jeito de parar na mão de Garth. A elfa e o anão tiveram mais dificuldade para atravessar a multidão que seu pequeno amigo. Quase todas as cadeiras haviam sido ocupadas, todas as mesas estavam cheias. Aqueles que não tinham conseguido achar um lugar para se sentar ficavam em pé, falando em voz baixa. As pessoas olhavam para Flecha e Farid de uma forma estranha, com desconfiança ou curiosidade. Ninguém cumprimentou Farid, embora houvesse várias pessoas que tinham sido fregueses do trabalho do anão como ferreiro, durante muito tempo. As pessoas do Vale da Nevoa tinham seus próprios problemas e aparentemente, Flecha e Farid eram agora considerados forasteiros. Ouviu-se um rugido do outro lado do salão, vindo de uma enorme mesa, onde o elmo de dragão refletia a luz da lareira. O rosto fechado de Flecha se transformou em um sorriso quando ela viu o gigante Montante levantar o pequeno Garth do chão num abraço de urso.
Farid, movendo-se com dificuldade através de um mar de fivelas de cintos, poderia apenas imaginar a visão quando ele ouviu a voz retumbante de Montante, respondendo a saudação do astuto leprechal.
- É melhor Montante cuidar de seus pertences ou contar seus dentes. Resmungou Farid.
O anão e a elfa conseguiram finalmente atravessar a multidão que se encontrava na frente do balcão do estabelecimento. Flecha removeu apressadamente o arco longo e a aljava com setas de suas costas, antes que Montante os transformasse em gravetos.
- Minha estimada amiga! Exclamou o bárbaro.
Os olhos de Montante estavam úmidos. Parecia que ele queria dizer mais alguma coisa, mas estava tomado pela emoção. Flecha também não conseguiu falar nada durante alguns momentos, mas porque ela teve o ar espremido para fora de seus pulmões pelos braços musculosos de Montante. Depois de ser suspensa no ar por alguns instantes, a elfa não se conteve e na primeira oportunidade, de imediato perguntou ainda ofegante, ao seu vigoroso amigo:
Continua...
NARUTO Shippuden - OP06 -Sign

Terras Sombrias Cap. 2 - Crepúsculo Lacrimal (Post I)

Quase todo mundo, nessa época, que se encontrava no Vale da Nevoa dava um jeitinho de dar uma passada na hospedaria Barril de Cedro, em alguma hora da noite. Nos circunstanciais dias em que vivemos as pessoas se sentem mais seguras estando em grupos e um lugar movimentado como o Barril, vinha mesmo a calhar... O vale tinha sido durante muito tempo uma encruzilhada para viajantes.
Eles vinham do Condado das Brumas e das montanhas de Sória ao sul. Algumas vezes vinham do leste, do Desfiladeiro da Perdição e outras do norte do temível Charco de Hellstor. A hospedaria Barril de cedro era conhecida em todo o mundo civilizado como um refúgio dos viajantes e um lugar para se saber as novidades. Cientes que encontrariam um local seguro para descansar e quem sabe, passar a noite, foi para a hospedaria que os três amigos se dirigiram...
O enorme tronco retorcido erguia-se no meio das árvores a sua volta. Os vitrais coloridos luziam brilhantemente contra a sombra da copadeiras, enquanto sons de todas as espécies escapavam pelas janelas. Lamparinas penduradas nos galhos iluminavam a escada sinuosa, que levava a entrada da acolhedora estalagem.
Embora a noite do outono estivesse esfriando no meio das copadeiras do Barril de Cedro, os viajantes sentiam o companheirismo e as memórias acalentarem suas almas e levarem para longe as dores e as tristezas da estrada.
A hospedaria estava tão lotada nesta noite, que os três amigos eram forçados o tempo todo a se encostar ao lado da escada para deixar homens, mulheres e crianças passarem por eles. Ao passo que se aproximavam da porta de entrada, Flecha percebeu que as pessoas olhavam para ela e seus companheiros com desconfiança e não com o olhar de boas vindas que eles teriam dado dez anos atrás.
Flecha fechou a cara. Esta não era à volta para casa com que ela havia sonhado. A elfa nunca tinha sentido tanta tensão nos cinqüenta anos que havia morado no vale. Os boatos que ela tinha escutado sobre a corrupção maligna dos seguidores do clericato deviam ser verdadeiros.
Dez anos atrás, uns homens que chamavam a si mesmo de “Seguidores” formaram uma organização de clérigos que praticavam sua nova religião nas cidades de Áquila, Mirlla e no próprio Vale da Nevoa. Flecha acreditava que estes clérigos tinham se desencaminhado, mas pelo menos eles haviam sido honestos e sinceros. Nos anos que se seguiram, entretanto, os clérigos foram ganhando cada vez mais status à medida que sua religião florescia. Em pouco tempo, eles passaram a se preocupar menos com a glória no pós vida e mais com poder que poderiam adquirir imediatamente. Eles tomaram conta do governo das cidades com a benção do próprio povo.
Um toque no braço de Flecha interrompeu seus pensamentos...
Ela se virou e viu Farid apontando para baixo silenciosamente. Ao olhar para a direção que apontava o anão, a elfa viu guardas marchando, sempre em grupos de quatro. Armados até os dentes, eles caminhavam com um ar de imponência.
- Pelo menos eles são humanos e não goblinóides. Disse Garth aliviado.
- Aquele goblinóide torceu o nariz quando eu mencionei um dos teocratas, como se eles estivessem trabalhando para outra pessoa. Eu fico imaginando o que será que esta acontecendo. Ponderou Flecha, apressando o passo em direção a porta de entrada.
Continua...
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