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sábado, 24 de março de 2012

Sangue Vertido - Post I

“Quinze luas depois da morte, a trindade se levantara contra os nefastos, subira os altares e um coro de setecentos demônios entoara uma nova canção sobre o pântano de sangue... E quando o estábulo estiver cheio de cavalos, serão abertas as portas e então, as criaturas sombrias saciaram sua sede de sangue. Isso acontecerá na época do sol... Para a cruz haverá blasfêmia e chegará o dia em que não bastará a terra para sepultar os mortos, que já não ficam a sete palmos do chão... Não passará muita água sob as pontes, antes que a noiva se desencadeie em uma briga furiosa. A cruz será jogada no porão e martelos golpearão os altares e chamas devorarão as igrejas. Assim começará a caça à serpente, das serpentes”...

Deserto de El Paradiso, Novo México

15 de Novembro, 2011 (22h45min; hora local)
Uma enorme lua resplandece no céu, trazendo consigo um forte vento cálido, que por sua vez, faz com que uma vasta e espessa camada de poeira se erga ao ar. Como de costume, é mais uma noite tórrida na província de   El Paradiso. As estiagens que persistem desde a grande tempestade, assolam e assombram, esta terra castigando todo e qualquer ser vivo, que por uma questão de sobrevivência, faz deste árido solo, seu lar.
A muito, o sol deu as costas para o vilarejo, amenizando um pouco o intenso calor que fizera durante o dia, onde todos os moradores aguardam ansiosos o merecido descanso em seu lar, pois é chegado o momento, em que um a um, os geradores que permeiam El paradiso, vão sendo ligados... E dentre alguns instantes, uma precária iluminação se fará presente nas centenas casas de pau-a-pique, que dão abrigo a este aguerrido povoado agrícola.Também conhecido como “Camponeses do deserto”.
Situada a quilômetros de distância de sua capital, este povoado tornou-se um lugar esquecido por suas autoridades. Tão somente, de tempos em tempos, em épocas eleitorais, vislumbrando a oportunidade de angariar votos junto ao povo, figurões levam suas comitivas, carregadas de roupas, mantimentos, especiarias e algumas cabeças de gado, a fim de ofertá-las, em troca de um oportuno comprometimento partidário... Pois, o dia de hoje em El Paradiso, iniciou-se assim, atípico... Quando tudo levava a crer que seria mais uma rotineira manhã escaldante, eis que, uma dessas comitivas instalou-se na cidade. Tratava- se de apenas um furgão, mas municiado de  roupas e muita comida. O suficiete para mobilizar a população de tal forma, que era notória a satisfação, naqueles sofridos semblantes. E para um espanto ainda maior daquela comunidade, quando acometidos por um silêncio abissal, resignaram-se a apenas a ouvir a palavra de Deus, proferida pelos inusitados visitantes, em troca de seus benefícios, ao invés daquele tradicional discurso inflamado, repleto de promessas colossais e incertezas, as quais este sofrido povo estava cansado de ouvir, por vezes e vezes...
Regido por um homem de meia idade, cabelos longos e loiros, devidamente amarrados, de barba completa e de voz articulada, o ato se iniciou em praça pública. O orador estava acompanhado por uma atraente mulher, de pele morena, olhos esverdeados, de cabelos negros e curtos. Adjunto de um jovem espadaúdo, de cor negra, cabeça raspada e um comprido cavanhaque, dotado de um porte atlético de se fazer inveja. Estes três forasteiros, fizeram um circulo, entrelaçando suas mãos e após algumas palavras confortantes e uma breve oração, decidiram fazer a devida distribuição dos alimentos e afins, a todos que ali se encontravam. Em seguida o grupo, seguiu para a única estalagem do vilarejo, para por fim, descansarem da longa viagem.
Continua...
killswitch engage - as daylight dies

quinta-feira, 22 de março de 2012

Projeto Guardiões

Histórico: No início dos anos 90, foi criado pela Igreja Católica um grupo de seres com “dons especiais”, denominados Guardiões. Este grupo visava garantir a segurança do povo cristão, combatendo e exterminando toda e qualquer ameaça sobrenatural, que pudera se opor a humanidade. Treinados a exaustão os Guardiões, desde então, tornaram-se uma força imprescindível nos dias de hoje, visto que, a cada instante que passa uma pessoa é corrompida pelas “forças sombrias”, desequilibrando assim a balança entre o bem e o mal.

Membros:
• John Washburn (Caçador)
Líder dos Guardiões e membro mais velho do grupo, Reverendo Burn como é chamado por seus seguidores, largou a batina assim que sua irmã foi raptada em meados de 2005, supostamente por uma “criatura das sombras”, afirma o próprio que desde então passou a caçá-la (a criatura) incessantemente na tentativa de reaver a sua irmã, que acredita ainda estar viva. Burn possui o dom de regenerar todo e qualquer ferimento, bem como restituir partes perdidas de seu corpo.
Natureza: Juiz
Comportamento: Autoritário
Conceito: Arrogante

• Sarah Fergson (Lâmina)
Abandonada quando pequena pela família, por ser uma criança “diferente” das outras, devido as suas habilidades especiais, Sarah foi criada pelos catolicistas, onde doutrinou seu corpo e mente tornando-se uma perfeita máquina de fazer justiça. Sarah possui o dom da telecinese e agora faz parte dos Guardiões, tendo em seus companheiros seu novo lar.
Natureza: Cruel
Comportamento: Fria
Conceito: Inconseqüente


· Diego Canavarro (Bate-Estacas)
Acometido pela perda total de sua memória, após um grave acidente ao qual foi o único sobrevivente (devido ao seu dom) Diego foi acolhido por seus irmãos na fé, onde lentamente reestruturou sua vida e controlou seu poder latente, a invulnerabilidade. Se sentindo em divida com a “Instituição”, tomou parte nos Guardiões, jurando defender com sua própria vida a causa, ao qual faz parte desde então.
Natureza: Invejoso
Comportamento: Esperto
Conceito: Comediante

domingo, 18 de março de 2012

Terras Sombrias Cap. 3 – Velhos Desatinos, Doces Devaneios (Post II)

- Gládio! Disse Flecha calorosamente, virando-se para a porta, antes de chegar ao seu etinerario. O velhote que agora aquecera suas enrugadas mãos nas fogosas labaredas.
Todos, com exceção de Dante, se viraram. O mago recolheu-se uma vez mais para as sombras, tornando-se invisível num raio de dez metros.
Em pé na porta, havia uma silhueta ereta de costas, vestindo uma armadura completa e cota de malha, com o símbolo da Ordem dos Cavaleiros Templários no peitoral de aço. Muitas pessoas na hospedaria se viraram para olhar, franzindo as testas. Os Cavaleiros Templários tinham adquirido uma má reputação no norte. Boatos da corrupção deles tinham chegado até mesmo aqui ao sul. Os poucos que reconheceram Gládio como um antigo morador do vale, deram de ombros e voltaram para suas bebidas. Aqueles que não o reconheceram continuaram a observar. Nestes dias de paz, era incomum ver um cavaleiro vestindo uma armadura completa entrar na hospedaria. Mas era ainda mais incomum ver um cavaleiro vestindo uma armadura completa que datava, praticamente, da época do Cataclismo, também conhecida como Era sombria. Gládio recebeu os olhares como saudações por seu posto. Ele alisou cuidadosamente seu grande e espesso bigode, que por ser um símbolo dos cavaleiros dos velhos tempos, era tão obsoleto como sua armadura. Embora as pessoas na hospedaria não tirassem os olhos dele, ninguém, depois de dar uma olhada nos olhos frios e calmos do cavaleiro, ousou debochar ou fazer um comentário de menosprezo. O cavaleiro manteve a porta aberta para um homem calvo e uma mulher coberta de peles de animais. A mulher deve ter dito uma palavra de agradecimento a Gládio, pois ele se curvou diante dela de uma maneira cortês, um velho costume totalmente fora de moda no mundo moderno.
- Olha isso, o galante cavaleiro ajuda a dama. Onde será que ele arranjou aqueles dois? Questionou Montante balançando a cabeça admirado.
- Eles são bárbaros das planícies, conheço de longe esse cheiro. Disse Garth, de pé em uma cadeira, acenando com a mão para seu amigo, que não vê de longa data.
Aparentemente o casal da planície recusou alguma oferta que Gládio lhes fez, pois, o cavaleiro se curvou novamente e os deixou. Ele cruzou a hospedaria com um ar nobre e orgulhoso, igual ao que ele deve ter usado quando caminhou na direção do Rei Haron III, quando foi sagrado cavaleiro.
- Ora, ora, quem eu vejo por aqui... Se os meus velhos olhos não me enganam, seria
o meu Duende favorito? Disse sorridente Gládio, ao passar por Flecha, ignorando-a.
- É você mesmo pequenino? Perguntou Gládio, com um ar desconfiado?
-Sim, sou eu mesmo, velho amigo. Em carne, truques e ossos! Respondeu Garth, enquanto saltava para cima do nobre cavaleiro. Gládio imediatamente estendeu seus braços e aparou o impetuoso Leprechal, acomodando-o em seu colo. Todos que presenciaram aquela atípica cena, gargalharam, exceto Flecha, que sem exitar, deu as costas e seguiu a passos largos em direção ao ancião. Aparentemente seus atritos do passado, ainda não puderam ser superados. Subitamente, ao chegar junto ao velho,
antes que a elfa pudesse proferir qualquer palavra ele a indagou:
- Eu sabia que você viria. Mas por que demorou tanto? Não importa, vamos sair daqui.
E como num passe de mágica, ambos sumiram da estalagem, num piscar de olhos.
Continua...
medieval - Medieval 2

domingo, 11 de março de 2012

Terras Sombrias Cap. 3 – Velhos Desatinos, Doces Devaneios (Post I)

Dante uma vez mais, inclinou-se para frente, de um modo em que todos pudessem percebê-lo. Ele e Montante olharam um para o outro enquanto pensamentos sem palavras eram trocados entre eles, como quando crianças. Foi um momento raro, pois somente grandes perigos ou dificuldades pessoais tornavam aparente o parentesco desses irmãos. Misty era meia-irmã mais velha de Dante e Montante, o que não impedia o estreito laço do mais profundo carinho por ambos.
- Misty não quebraria o seu juramento a menos que outro juramento mais forte a impedisse. Pensou alto Dante.
- Mas exatamente, o que ela diz? Perguntou Montante.
Flecha hesitou, depois passou a língua nos lábios secos e falou:
- Suas obrigações com seu novo senhor a mantém ocupada. Ela pede desculpas e manda seus melhores votos para todos nos e seu amor.
A elfa sentiu a garganta se contrair, então tossiu, para em seguida continuar a leitura.
- O amor eterno para seus irmãos e para...
Flecha fez uma pausa depois enrolou o pergaminho, interrompendo abruptamente o texto que dissertava para seus amigos.
- Amor para quem? Perguntou Garth inocentemente.
- Ai! Gritou o duende, olhando para o anão que tinha pisado em seu pé.
O leprechal viu Flecha ficar vermelha.
- Vocês sabem o que ela quer dizer? De que novo senhor ela esta falando? Perguntou Flecha para os irmãos, que a essa altura pareciam resignados.
- E quem é que sabe de Misty? Perguntou Dante encolhendo seus ombros estreitos e tornando a falar enquanto seu irmão apenas o observava.
- A última vez que a vimos foi aqui mesmo, no barril, dez anos atrás. Ela estava indo para o deserto de Nasgarth. Não ouvimos falar mais dela desde então. Com relação ao novo senhor, eu diria que agora nos sabemos por que ela quebrou seu juramento conosco: - Ela jurou aliança a outro. O que já era de se esperar, afinal de contas, ela é uma mercenária e morrerá sendo uma. Isto esta no seu sangue e é o que rege a sua vida, a essa altura certamente nos estamos em segundo plano.
- Certamente. Admitiu Flecha balançando a cabeça.
Ela colocou o pergaminho de volta em sua caixa e olhando para Mirlla perguntou:
- Você disse que isto chegou em circunstancias estranhas? Conte-me.
- Um homem o trouxe no fim da manhã. Pelo menos, eu acho que era um homem. Ele estava enrolado dos pés a cabeça em um manto esfarrapado. Eu não conseguia nem ver o rosto dele. Sua voz era rouca e ele falou com um sotaque estranho... “Entregue isto a arqueira elfa Flecha”. Eu lhe disse que você não estava aqui e não havia estado a vários anos. “Ela vai estar”, o homem disse. Depois ele partiu. Isso é tudo que posso lhe dizer, no entanto aquele velho ali o viu... Disse Mirlla apontando para um velho que estava sentado imóvel em frente ao fogo.
- Você poderia perguntar-lhe se ele notou algo mais. Completou Mirlla.
Flecha virou-se para olhar para o velho que olhava fixamente para as chamas. Farid tocou o braço de Flecha dizendo:
- Eis alguém que pode lhe dizer mais, minha amiga.
A elfa rumou em direção ao velho, ao passo em que o tempo voltou a seu curso normal.
Continua...
Xandria - India - Black and Silver