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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Terras Sombrias Cap. 2 - Crepúsculo Lacrimal (Post I)

Quase todo mundo, nessa época, que se encontrava no Vale da Nevoa dava um jeitinho de dar uma passada na hospedaria Barril de Cedro, em alguma hora da noite. Nos circunstanciais dias em que vivemos as pessoas se sentem mais seguras estando em grupos e um lugar movimentado como o Barril, vinha mesmo a calhar... O vale tinha sido durante muito tempo uma encruzilhada para viajantes.
Eles vinham do Condado das Brumas e das montanhas de Sória ao sul. Algumas vezes vinham do leste, do Desfiladeiro da Perdição e outras do norte do temível Charco de Hellstor. A hospedaria Barril de cedro era conhecida em todo o mundo civilizado como um refúgio dos viajantes e um lugar para se saber as novidades. Cientes que encontrariam um local seguro para descansar e quem sabe, passar a noite, foi para a hospedaria que os três amigos se dirigiram...
O enorme tronco retorcido erguia-se no meio das árvores a sua volta. Os vitrais coloridos luziam brilhantemente contra a sombra da copadeiras, enquanto sons de todas as espécies escapavam pelas janelas. Lamparinas penduradas nos galhos iluminavam a escada sinuosa, que levava a entrada da acolhedora estalagem.
Embora a noite do outono estivesse esfriando no meio das copadeiras do Barril de Cedro, os viajantes sentiam o companheirismo e as memórias acalentarem suas almas e levarem para longe as dores e as tristezas da estrada.
A hospedaria estava tão lotada nesta noite, que os três amigos eram forçados o tempo todo a se encostar ao lado da escada para deixar homens, mulheres e crianças passarem por eles. Ao passo que se aproximavam da porta de entrada, Flecha percebeu que as pessoas olhavam para ela e seus companheiros com desconfiança e não com o olhar de boas vindas que eles teriam dado dez anos atrás.
Flecha fechou a cara. Esta não era à volta para casa com que ela havia sonhado. A elfa nunca tinha sentido tanta tensão nos cinqüenta anos que havia morado no vale. Os boatos que ela tinha escutado sobre a corrupção maligna dos seguidores do clericato deviam ser verdadeiros.
Dez anos atrás, uns homens que chamavam a si mesmo de “Seguidores” formaram uma organização de clérigos que praticavam sua nova religião nas cidades de Áquila, Mirlla e no próprio Vale da Nevoa. Flecha acreditava que estes clérigos tinham se desencaminhado, mas pelo menos eles haviam sido honestos e sinceros. Nos anos que se seguiram, entretanto, os clérigos foram ganhando cada vez mais status à medida que sua religião florescia. Em pouco tempo, eles passaram a se preocupar menos com a glória no pós vida e mais com poder que poderiam adquirir imediatamente. Eles tomaram conta do governo das cidades com a benção do próprio povo.
Um toque no braço de Flecha interrompeu seus pensamentos...
Ela se virou e viu Farid apontando para baixo silenciosamente. Ao olhar para a direção que apontava o anão, a elfa viu guardas marchando, sempre em grupos de quatro. Armados até os dentes, eles caminhavam com um ar de imponência.
- Pelo menos eles são humanos e não goblinóides. Disse Garth aliviado.
- Aquele goblinóide torceu o nariz quando eu mencionei um dos teocratas, como se eles estivessem trabalhando para outra pessoa. Eu fico imaginando o que será que esta acontecendo. Ponderou Flecha, apressando o passo em direção a porta de entrada.
Continua...
NARUTO Shippuden - OP06 -Sign

2 comentários:

  1. Baita som!
    Ótima escolha de repertório.
    Sou fã do shippuden e acho que tem tudo a
    haver com o clima do teu blog.
    "Continue se puxando"!
    Jiraya San

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