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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Terras Sombrias Cap. 2 - Crepúsculo Lacrimal (Post IV)

Havia um leve toque de sarcasmo na voz gentil de Dante. A elfa mordeu os lábios para não falar nada. Dante não tinha tido nunca, em sua vida inteira, nenhum “caro amigo”.- Eu tinha sido escolhido por Erik-Zalian, o líder da minha ordem, para fazer o teste.
Dante continuou...
- O teste? Flecha repetiu surpresa.
- Mas você era muito jovem. Tinha o quê? Quinze anos? O teste é dado apenas para os magos que já estudaram há muitos anos... Contestou a elfa.
- Você pode imaginar o meu orgulho. Dante disse friamente, irritado pela interrupção.
- Meu irmão e eu viajamos para o lugar secreto, as lendárias Ruínas de Dragull. Foi lá que eu passei no teste. E lá, eu quase morri! A voz do mago quase sumiu.
A garganta de Montante se apertou obviamente tomado por uma emoção forte.
- Foi terrível! O homenzarrão falou, a voz tremula.
- Eu o encontrei morrendo naquele lugar horrível, o sangue escorria de seu corpo! Tudo a sua volta estava destruído. Eu o levantei e...
- Chega meu irmão! A voz suave de Dante estalou como um chicote.
Montante se encolheu. Flecha viu os olhos dourados do mago se apertar e suas mãos finas se juntarem. Montante ficou calado e engoliu o seu vinho, olhando nervosamente para o irmão. Havia claramente uma tensão no ar... Dante respirou fundo e continuou.
- Quando acordei, a minha pele tinha se tornado desta cor, uma marca do meu sofrimento. Meu corpo e minha saúde estão irrecuperavelmente destruídos. E meus olhos... Eu vejo através de pupilas em forma de ampulheta e, portanto, eu vejo o tempo... Percebo como ele afeta todas as coisas vivas e inanimadas. Mesmo agora, enquanto olho para você, Flecha. Eu vejo você morrendo aos poucos e muitos que aqui se encontram. Sussurrou o mago, segurando o braço da elfa.
A arqueira estremeceu ao sentir o toque frio da mão fina de Dante e começou a retirar seu braço lentamente. Entretanto, a mão do mago continuava imóvel.
O mago se inclinou para frente, seus olhos brilhavam fervorosamente, enquanto ele continuava a falar em um tom sombrio.
- Mas agora eu tenho poder! Erik-Zalian me disse que chegaria o dia em que minha força moldaria o mundo... Pois eu detenho este poder e ele provem do cajado de Dragus. Afirmou o mago apontando para o seu lado.
Flecha viu um cajado apoiado contra o tronco da árvore a uma pequena distância da mão de Dante. Era um cajado simples de madeira. Onde uma bola de cristal transparente ornava cintilantemente, presa em uma garra dourada, talhada de modo a parecer à garra de um dragão vermelho, oriundo das Ruínas de Drakhar.
- E valeu à pena? Perguntou Flecha baixinho.
Dante fixou seus olhos nela, depois seus lábios se abriram numa caricatura de sorriso. Ele tirou sua mão vagarosamente do braço de Flecha colocando-as dentro das mangas de seu manto, assumindo uma postura de resguardo.
- É claro que sim, não esta evidente? Sibilou o mago.
- Poder, como vocês bem sabem é o que eu venho buscando há muito tempo... E ainda busco, pois continuo acreditando, que esta seja a única forma de evoluirmos.
Dante reclinou seu corpo para trás e sua pequena silhueta se misturou no escuro da sombra, até tudo que Flecha era capaz de ver eram seus olhos dourados, reluzindo a luz do fogo, que a essa altura erguia-se em trepidantes labaredas incandescentes.
- Vinho! Bradou Farid, limpando a garganta e lambendo os lábios como se ele fosse tirar um gosto ruim da boca.
- Onde esta o leprechal? Eu acho que ele roubou a atendente... Ironizou o anão.
- Aqui estamos nos! Gritou a voz alegre de Garth.
Uma ruiva alta e jovem apareceu detrás dele, carregando uma bandeja com canecas.
Continua...
Xandria - India - Black and Silver

2 comentários:

  1. Bacaninha esse conto, mas sera que você poderia
    escrever alguma coisa do tipo "Anjos da Noite"??? Algo mais atual!
    Bjok, da Furia Cinzenta!!!

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    Respostas
    1. OK,furia entendi o seu recado...
      Fique atenta que os GUARDIÕES vão entrar em cena!
      Forte abraço!

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