"Você pode derramar lágrimas por que ela se foi,ou você pode sorrir, porque ela viveu.
Você pode fechar os olhos e rezar para que ela retorne,
ou você pode abrir seus olhos e ver tudo o que ela deixou.
Seu coração pode estar vazio porque você não pode vê-la,
ou você pode ser cheio do amor que você compartilhou.
Você pode virar as costas para o amanhã e viver ontem,
ou você pode ser feliz no amanhã por causa de ontem.
Você pode lembrar dela apenas por que ela se foi,
ou você pode valorizar a sua memória e deixá-la viver.
Você pode chorar e fechar sua mente,
estar vazio e virar as costas.
Ou você pode fazer o que ela quer:
sorrir, abrir os olhos, amar e seguir em frente.
Ou simplesmente viver."
Caminho vagarosamente, dentre os escombros de uma casa do vilarejo onde passei boa parte de minha infância. Sou seguido por alguns fracos raios de sol, que insistem em transpor a mata densa e resistir ao entardecer que se anuncia. Me aproximo da parede que dá acesso ao primeiro cômodo, percebo enormes marcas de garras por toda parte. Elas rasgam o que sobrou do casebre, me indicando que estou no lugar certo. Sigo adiante, adentro ao que parece ser uma cozinha ou o que restou dela. Percebo algumas ossadas em baixo de uma velha mesa. Estou perto do que procuro. Prosigo, atento a todo e qualquer movimento ao meu redor. Sei que a esta altura posso ser facilmente detectado. Ando na direção de uma escada, ela me levará ao andar de cima. De lá terei uma boa visão periférica da floresta e posso montar guarda, pois o sol já esta se pondo. Subo silenciosamente degrau por degrau até chegar ao topo da escada e encontrar víceras e um rastro de sangue ainda fresco, que segue adiante. Imediatamente saco minhas pistolas. Velhas companheiras, que carrego de longa data. Percorro um estreito corredor, repleto de carcaças e corpos empilhados, nem todos humanos. O mau odor putrefato, que toma conta do local, talvez mascare a minha presença. Me agaixo diante de um cadáver, certamente de um animal de grande porte. O seu enorme rastro de sangue me conduz até uma porta escancarada de um quarto adjacente. Tranco a respiração, seco o suor em minha testa com o meu punho esquerdo e invado o recinto, tentando usar o fator surpresa. Para meu espanto encontro uma bela mulher seminua, trajando uma roupa de couro extremamente justa, deitada em cima de uma cama. Estranhamente o único móvel preservado do local. Me aproximo sorrateiramente... No roupeiro entre aberto, ossadas empueiradas. Caminho em direção da jovem morena. Observando as paredes, noto escritas a sangue em uma lingua que desconheço. Talvez tenham relação com o espelho gigante no chão e as velas ao seu redor. Guardo uma das pistolas, para verificar a pulsação da garota. Seus batimentos são fracos e lentos. Certamente ela não tem mais que 20 anos. Seus lábios estão cortados e seus seios fartos arranhados. Ao que me parece, o que ocorrera aqui, não faz muito tempo. Tento ignorá-la, mas indiretamente a jovem tambem é o motivo pelo qual estou aqui. Isso tem que ter um fim... Exitante, tomo a garota em meu ombro. Ela balbucia algumas palavras. Algo referente a uma espada, o restante não consigo compreender. Me questiono se fiz a coisa certa, algo que somente o tempo irá dizer. Cautelozamente retorno pelo caminho por onde entrei. Não ha tempo para uma investigação mais detalhada, terei que voltar amanhã. No momento salvar se tornou mais importante que matar... Aguente firme garota, meu acampamento não está muito longe daqui.
Continua...
16 - Evanescence - My Immortal
Continua...

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