-Finalmente alguém sensato nesta sala, além de mim.
Comenta o Mago Supremo, interessado em resolver logo o caso.
-Você me surpreendeu mais uma vez, Daniel. Agora peço para que me dêem licença, quero conversar a sós com o Sr. Herrera.
Afirma prontamente o Mago Supremo.
-Vocês ouviram o homem! Andando!
Afirma Daniel Diniz, severamente.
A contra gosto Blanco Ramirez e Garavello saem da sala, juntamente com seu líder, que ao fechar a porta conclui:
-Estaremos na sala de jogos, precisando é só chamar.
-Obrigado mais uma vez, é sempre bom ter amigos com quem a gente possa contar, nesses dias tão conturbados, em que não sabemos quem esta do lado da luz ou da escuridão. Se é que me entendem?
Ironiza o Mago Supremo, olhando fixamente para seu pupilo.
Os membros da Camorra, apenas sorriem entendendo a mensagem de seu superior, magoado com os fatos ocorridos até então.
Após agradecer seus companheiros, Sombra fica frente a frente com seu velho conhecido. Que permanece imóvel recostado ao sofá.
Por alguns instantes, a sala que abriga mentor e discípulo, é tomada por um enorme vazio onde até o mais simples pensamento pode ser ouvido.
Até que Sombra com a voz trêmula, quebra o silêncio desabafando:
-Francamente, eu não esperava isso de você, Hector. Todos os meus ensinamentos, não serviram de nada. Olha o que você era e veja o que se tornou. Um moleque fedendo a leite, que eu transformei num homem. E tudo isso para que? Você jogar tudo fora dessa maneira tão estúpida...
Com os olhos embargados, Hector Trystan Herrera apenas escuta de cabeça baixa, os lamentos de seu mestre, que continua a discursar:
-Logo eu, que investi tudo em você... Quando chegou era um sujeito que não sabia falar, tão pouco se portar, maltrapilho... E agora com toda classe que eu te dei me apunhala dessa forma. Diga-me, quanto te ofereceram os vermes da Colméia? Ou foi um “status” maior que te levou a trair seus ideais? Vamos, levante essa cabeça e fale seu bastardo!
Erguendo Hector pelo colarinho, Sombra exige uma explicação de seu pupilo, que em prantos começa a contar o que ocorrera:
-Tudo começou certa noite, onde conheci um sujeito chamado Pablo Garcia. Ele me contou, entre uma dose e outra de tequila, que havia encontrado um pergaminho de evocação e que estaria interessado em alguém para decifrá-lo. Foi então, que convenci o sujeito, a deixar-me dar uma olhada no tal manuscrito e para minha surpresa deparei-me com algo que jamais suspeitei encontrar em meu caminho, pelo menos não dessa forma. Tratava-se de um sânscrito, ao qual permitia ao invocador romper a passagem do Limbo, permitindo a travessia de uma casta de demônios há muito tempo banida da face da Terra. Não pensei duas vezes, sem exitar propus negócio a Garcia, que para meu espanto parecia querer livrar-se do manuscrito. Sendo assim, impôs uma única condição, de que eu não faria nenhuma pergunta. Mediante a sua proposta, aceitei dar-lhe meu anel armazenador de Mana. Artefato este, adquirido de gerações passadas de minha extinta família, como tu bem sabes.
O Mago supremo apenas balança a cabeça em tom de afirmação, enquanto senta ao sofá deixando seu pupilo em pé, que assim continua a contar a sua descomunal história:
Continua...
evanescence, emy lee ft seether - broken445


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