Já se passaram dois dias, desde o último confronto com a criatura, ao qual, pôs fim a minha família. Visivelmente, o saldo deste embate é negativo... Amargamente, nosso encontro me ocasionou algumas costelas quebradas, além de deixar minha loba com diversas cicatrizes profundas e este enigmático ser híbrido, em um estado de hibernação, devido a seus graves ferimentos sofridos. Notoriamente, me equivoquei em não ter matado a fera quando tive oportunidade, quando ela estava aprisionada naquele cubo de gelo. Pois, ao retornar a clareira, após deixar a garota e a loba, em suposta segurança dentro de minha tenda, não encontrei marcas de rastros ou qualquer evidência do possível paradeiro, da ardilosa criatura, que havia desaparecido, como se nunca estivesse estado ali. Sinto que me envolvi em algo muito maior do que a minha vingança, basta olhar para esta espada cravada ao solo, ao lado desta garota, como se a guarnecesse. Saio de minha tenda para recolher minhas vestes e procurar um pouco de lenha, aproveitando a manhã ensolarada. Afasto-me do acampamento, deixando a mulher, a loba e a espada descansando. Depois de alguns minutos de caminhada, localizo uma boa quantidade de galhos secos, que servirão perfeitamente para que eu faça uma fogueira. Após recolher um bom feixe de lenha, retorno para a tenda na intenção de fazer um café. Ao que me deparo com Sangria correndo velozmente em minha direção. Surpreso, solto imediatamente os galhos que carregava e acolho-a no aconchego de meus braços. A loba aparentemente, parece-me completamente restabelecida. Examinando seu corpo, procuro por seus ferimentos, no enteanto, não os encontro. Sem dúvida, ela foi curada artificialmente. Afago sua cabeça e saio em disparada rumo ao acampamento, a loba por sua vez, me segue a pleno vigor. Rapidamente chegamos a tenda, que já não se faz de pé, bem como algumas árvores ao nosso redor. Uma descomunal desordem se instaurou no local, como se um tornado estivesse passado por ali. Vasculho o ambiente na procura da garota, mas seu corpo não se encontra mais onde eu a deixara, tão pouco sua espada. Receio que é chegada a hora de partirmos. Faço mão de uma mochila, que encontro em meio a balbúrdia e nela coloco alguns pertences e afins. Atrelo a mochila em minhas costas, assovio para a loba e trilho o mesmo caminho que fizera há uma semana. Lado a lado com a loba, sigo em frente sem olhar para trás, certo de que um dia ainda nos reencontraremos... Pois minha missão ainda não esta cumprida. 16 - Evanescence - My Immortal
Cara,d+ este conto!
ResponderExcluirQuando você publicara outras histórias
do Caçador?
NigthWolf
Valeu NigthWolf, logo teremos novas aventuras de Caçador e sua fiel loba Sangria.
ResponderExcluirAbraço!