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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Diário de Caça # O Princípio do Fim Cap. 4/7

"O importante não é aquilo que fazem de nós,
mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós."
O bramido estridente da criatura rompe a mata, afugentando os animais que nela se encontram. Posso ouvir ao longe, uma revoada de pássaros, que batem suas asas na procura de segurança. As folhas secas ao chão, denunciam que algo se move furtivamente ao nosso redor. Sangria rosna vorazmente, não se mostrando intimidada com o que quer que esteja nos espreitando. Fico lado a lado com a loba, tentando demonstrar tranquilidade, no momento em que se inicia um vento rompante, precedido por um trovão. Logo seremos acometidos por uma tempestade de verão. De dentro da tenda posso escutar gemidos, a garota deve estar delirando. Repentinamente, Sangria arranca em disparada para dentro da mata. Permaneço estático, apenas observando sua corrida fugaz. Não há tempo para mais nada, seria perca de tempo tentar conter seus impulsos... Me enraivesso e a plenos pulmões brado enfurecido, batendo em meu peito:
- Venhão a mim, vermes malditos!
Entretanto, sou calado pela chuva, que cai torrencialmente. Mal ouso dar alguns passos para frente, quando sou atacado por duas criaturas que saltam em minha direção. Faço uso de meus reflexos, me esquivando e disparando incessantemente, até acabar a minha munição. Meus disparos alvejam as criaturas na cabeça, pescoço e tórax. Rapidamente me disfaço da metralhadora, para sacar minhas pistolas, enquanto observo as criaturas tocarem o solo. Avidamente a pelugem azul escura das criaturas, é tingida pelo sangue expelido pelos ferimentos causados por minha arma. Me aproximo dos corpos já sem vida destas feras, para constatar que o nitrato de prata contido no interior de minhas balas, fez seu efeito. Prossigo em minha jornada, caminhando além das árvores, que permeiam meu acampamento. Logo adiante, encontro mais uma das feras abatida. Visivelmente sua garganta fora dilacerada, certamente por minha loba, asim presumo... Me agaixo junto a criatura, enquanto encaixo dois novos pentes a minhas armas. Sigo observando atentamente, o rastro que Sangria deixou ao penetrar na mata cerrada. Me levanto cautelosamente, sertificando-me que não estou sendo seguido, para então, continuar a seu encalço. Penso que a essa altura, o bando enconta-se enfraquecido e que talvez o cheiro de morte, afugente o restante da matilha. Em meio a um pensamento e outro, não distante dali, encontro uma nova criatura que teve sua vida ceifada... Percebo que desta vez o estrago foi maior, a visivel quantidade abundante de sangue derramado pelo confronto, não condiz com os ferimentos no corpo da fera. Não há duvida, minha loba está gravemente ferida. Deste modo, me apresso para que a chuva não apague suas impressões e eu consiga lhe encontrar, o mais depressa possível. Prossigo em minha jornada árdua e traiçoeira, poís o terreno molhado pela chuva, se tornou realmente perigoso, ao passo que, um simples descuido neste momento, pode vir a ser fatal.
Continua...
16 - Evanescence - My Immortal

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