Movendo-se vagarosamente pela densa floresta que cobre o Condado das Brumas, uma solitária figura regressa de sua longa jornada. Suas vestes empoeiradas e suas feições abatidas denotam o quanto pode ser austera uma procura por seu autoconhecimento. Entretanto, os percalços que o destino lhe impôs ao passar dos anos, bem como suas cicatrizes de batalha, tornaram este individuo um ser mais forte, cuja alcunha que lhe foi conferida, retrata em palavras apenas o que este homem deixou transparecer.Aqueles que o conhecem, chamam-no de Farid “Martelo de Ferro”.
E sua caminhada esta prestes a se encerrar...
Cansado da viagem, Farid “Martelo de Ferro” desabou sobre uma rocha coberta de musgo. Seus velhos ossos de anão o haviam suportado por tempo suficiente e não estavam dispostos a continuar sem se queixarem, pela carga trazida de longa data.
- Eu nunca deveria ter partido. Este é o meu lugar e aqui quero estar até o fim de meus dias. Resmungou Farid do alto de uma montanha, a última fronteira que o separa do Vale da Nevoa. Uma hospitaleira cidadezinha, que o acolhera há muito tempo atrás.
Ele falou alto, embora não houvesse sinal de outro ser vivo nas redondezas, longos anos vagando solitário tinham levado o anão a adquirir o estranho habito de falar consigo mesmo, assim como quem fala com seu amigo imaginário.
Batendo as duas mãos na enorme pedra, Farid “Martelo de Ferro” esbravejou:
- E que os Deuses me amaldiçoem se eu partir novamente!
Aquecida pelo sol da tarde, aquela rocha transmitia uma sensação de conforto para o velho anão que tinha caminhado o dia inteiro, no frígido ar do outono. Farid relaxou e deixou o calor do entardecer penetrar em seus ossos, o mesmo calor que por muito tempo aquecera os seus pensamentos e agora aquece a sua alma, pois ele finalmente se sente no aprazível aconchego de seu lar.
Olhando a sua volta, ele procura paisagens familiares, como a formação rochosa em forma de concha, que por muitas vezes o abrigara nas frias noites intempestivas de inverno. Enquanto sentava e descansava, Farid pegou um bloco de madeira e uma adaga brilhante extremamente afiada de seu alforje, suas mãos moviam-se inconscientemente... Desde os tempos mais remotos, seu povo sempre teve a necessidade de dar a forma que eles desejavam, para àquilo que não possuía forma alguma. Ele mesmo tinha sido um hábil ferreiro renomado antes de se aposentar, há alguns anos... Ele colocou sua faca na madeira, depois suas mãos permaneceram paradas, pois a atenção de Farid havia sido atraída pela fumaça que saia das chaminés das casas escondidas no vale logo abaixo.
- O fogo da minha própria casa apagou-se. Disse Farid suavemente. Ele balançou a cabeça, com raiva por seu sentimentalismo e começou a cortar a madeira com demasiada violência. Resmungando altivamente:
- Minha casa ficou vazia... É provável que o telhado tenha goteiras e que a mobília tenha sido arruinada. Com um pouco de sorte, talvez esteja somente infestada por aqueles malditos roedores mal cheirosos.
Busca estúpida. Esta foi à coisa mais idiota que eu já fiz. Depois de 145 anos, eu deveria ter aprendido!
- Você nunca aprenderá anão, uma voz distante respondeu-lhe.
- Nem que você viva 245 anos.
A mão do anão deixou a madeira cair, depois se moveu com uma calma segurança inigualável, da adaga para o cabo do machado enquanto ele observava avidamente cada centímetro da floresta...
Continua...
Blue Bird - Ikimono Gakari Naruto Shippuden

Até que em fim,o anãozinho deu as caras...
ResponderExcluirForte abraço!!!
Lost boy
Finalmente, eu diria...
ResponderExcluirSabe como é?
Anões tem pernas curtas, por isso a demora!
Abraço!
E ai mano a história ta boa parabéns,me manda teu msn para meu email dionatanromao@gmail.com pra gente trocar uma idéia,abraços para familia. AT: Pupilo
ResponderExcluirValeu a presença, meu brother!!!
ExcluirVou entrar em contato com você
hoje mesmo... Forte abraço!!!