-Sabes que não podes me vencer, criatura insignificante. Meu poder esta muito além da sua ignóbil compreensão, seu tolo despresível.
Percebendo que o musculoso ser, não lhe representa perigo, a garota opta em poupar sua vida.
-Partas agora e não sofrerá a ira da colecionadora de almas!
Subitamente, o gigante volta a si e desabafa ríspidamente:
-Vai pilotar o fogão vadia!
Dito isto, Ogro energiza seu machado e com toda sua ira desfere um único golpe, que ressoa por toda casa na forma de um estrondo, seguido de um intenso brilho ofuscante, que temporariamente cega as vistas do gigante, que berra:
-Meus olhos, hargh! Maldição!Chama recebe o golpe e permanece inabalável, enquanto o machado de Ogro é esfacelado em diversos pedaços.
-Eu lhe avisei mortal, agora sentirás minha ira.
Afirma a garota firmemente.
O brutal golpe desferido por Ogro é repelido por um campo de força criado por Chama, que agora volta toda sua fúria contra o gigante, lançando uma rajada de energia que atinge certeiramente seu peito, jogando-o de joelhos ao seus pés. Sorrindo ela estende uma das mãos na direção do gigante, que neste momento, exala fumaça de seu corpo e lhe diz:
-Foi um belo ato de coragem, irracional, mas de muita bravura, meu caro. Há séculos que nenhum ser se opusera a minha vontade. Por isso vou lhe dar a honra de me servir, a partir de agora serás meu escravo e seguirá fielmente minhas ordens sem questionamentos.Com as mãos sobre o corpo de Ogro, ainda grogue, Chama desfere um estrondoso grito sônico, que estilhaça todos os vidros presentes na casa. Em seguida, ela da às costas ao gigante verde e lhe ordena:
-Levanta-te e me segue, servo! Sem exitar o gigante acata a ordem e ambos saem da casa lentamente.
Neste meio tempo, não muito longe dali, no centro da cidade...
Três homens emergem das sombras, vindos de tras de uma parede de tijolos, a qual permanece intacta.
-Eu falei que atalhar pelo Limbo (Mundo Espiritual) não era uma boa idéia, mas vocês insistiram. Ninguém me ouve nesse grupo, não!?
Resmunga Blanco, acendendo um cigarro.
-Quieto, o palpite do Garavello estava certo. Olhe ali no chão!
Comenta Diniz, apontando para um corpo estatelado em meio aos lixos do beco, em que os rapazes se encontram.
-Aprendam uma coisa meus caros, eu estou sempre certo. Além do que, toda essa Mana pairando no ar e esse sangue derramado, não lhes parecem muito estranho?
Pergunta Garavello a seus companheiros.
Os três magos aproximam-se cautelosamente do corpo caído, enquanto ainda tentam entender o que ocorrera naquele local.
-Pessoal, seus batimentos estão muito fracos. Vou fechar esses ferimentos antes que ele morra.
Conclui Diniz, colocando suas mãos sobre o corpo quase sem vida de Hector Trystan Herrera.
-O que não seria nada mal para um traidor, afinal de contas!
Completa Blanco, recentido por seu superior.
-Não tire conclusões precipitadas, Ramirez. Não estamos aqui para julgar e sim recolher esse monte de estrume que o próprio “Sombra” criou. Conclui Garavello.
-Conversa fiada! Vou fazer uma ressonância (magia que permite ao mago vislumbrar o que acontecera no local, até o presente momento) e esfregar na cara de vocês, que esse lacaio não vale “o prato que come”... Aí, não vou querer tapinha nas costas!
Esbraveja Blanco, tirando seu cigarro da boca e jogando-o no chão.
-Faça como bem quiser, meu xapa!
Retruca Garavello, enquanto pilha o mago inconsciente.
Continua...




Esse Blanco é marrento d+.
ResponderExcluirO tal Garavelo é um mala.
E o Diniz se acha o ultimo biscoito do pacote.
Lady Morte
Lingua afiada para uma lady...
ResponderExcluirMas, não lhe tiro a razão, estes personagens
tem uma personalidade muito forte mesmo.
Abraço!