Hector assustado, caminha na direção de seu mentor e o questiona:
-Do que você esta falando? Eu estava negociando com alguns demônios e agora você me vem dizer que será o fim dos dias... Que eu desencadeei o Armageddon. Besteira! Eu vou resolver isto do meu jeito! Exclama Hector, dando as costas para o Mago Supremo.
-Alto lá, não ouse me desafiar, me farei mais claro para que possas realmente entender a gravidade da situação em que nos encontramos.
-Há séculos foi-me conferida uma importante tarefa. Guarnecer incessantemente o túmulo de um poderosíssimo demônio, aprisionado em uma de nossas Cidadelas. Demônio este, que nos custou inúmeras baixas, magos de essências muito mais altas que a minha ou de qualquer outro ser que conheças. E se você nos fez o favor de trazer demônios a Terra que me parecem deveras interessados em nossas cidadelas, não me surpreenderia nem um pouco se eles fossem da mesma linhagem deste temível ser das trevas.
Hector parece não acreditar no que acontecera e lamenta sua infelicidade.
-Mas como você pode estar tão certo, de que esses demônios que eu evoquei, tem alguma ligação com o tal ser infernal, que outrora você combateu? Pois eu acho que seria uma incrível coincidência, estes fatos estarem interligados!
Exclama Hector voltando de encontro a seu mestre.
-Seria muita presunção minha, não levar em consideração presságios tão claros como estes, de forma que, a menos que eu esteja enganado, estamos correndo um grave perigo, real e imediato. Por via das dúvidas, mobilizarei toda a irmandade para certificar-me que tudo isto não passa de uma peça que o destino resolveu nos pregar!
Conclui o Mago Supremo.
-Droga! Não pode ser, tem que haver uma saída para revertermos essa situação. Eu vou resolver isso de qualquer jeito!
Retruca Hector, gesticulando fervorosamente.
No entanto, o Mago Supremo o interrompe dizendo:
-Você esta fora desse problema. Eu estou assumindo daqui!
-Mas mestre, eu quero ajudar, afinal de contas fui eu o causador de todo este transtorno e nada mais justo do que sujar minhas mãos!
Exclama Hector, inconsolado com a decisão de seu superior.
-Não discuta comigo! Você será escoltado até uma de nossas Cidadelas, onde ficará em reclusão, até esta questão ser resolvida. E a propósito não sou mais seu mestre!
Afirma o Mago Supremo, em um tom sóbrio, a seu ex-discípulo, que calado apenas escuta Sombra chamar sua camorra e com ar de preocupação delegar uma nova ordem:
-Diniz, quero que vocês peguem o meu carro e conduzam o nosso amigo a Cidadela das Sombras, onde ele permanecerá lá até resolvermos este problema. No caminho ele poderá explicar melhor, o que está acontecendo. Conto com vocês novamente!
Exclama o Mago Supremo.
-Certamente, conte conosco para o que for preciso, creio que falo por todos aqui presentes.
Afirma Diniz, encarando seus companheiros.
-Muito bem amigos, chegando à Cidadela aguardem minhas instruções. Agora aviem-se, pois o tempo que nos resta é pequeno.
Ressalta Sombra.
O Mago Supremo conduz seus companheiros até a porta e acenando despede-se mais uma vez, certo de que não estará sozinho nesta nova jornada. Dentro do carro, um corsa bordô, acomodam-se no banco de trás Blanco e Hector, enquanto Garavelo ao volante é acompanhado por Diniz. A camorra parte para a Cidadela das Sombras. Sem escalas e em alta velocidade, levando consigo a incerteza do que o destino lhes reservou...
Continua...
evanescence, emy lee ft seether - broken445


Boa história,cara.
ResponderExcluirSe você não se importa, vou usala em uma de minhas campanhas, do mundo das trevas.
Mestre das Sombras...
Claro que não me importo, meu caro...
ResponderExcluirSinta-se a vontade, para usar qualquer conto
publicado neste blog, desde que, me conceda os devidos creditos. Abraço!